A cultura da Batata Doce

Ipomoea batatas – Batata Doce

Origem

 Américas Central e do Sul – Saiba tudo aqui: http://quetudo.com.br

 Desde a Península de Yucatam, no México, até a Colômbia

 Mais de dez mil anos

 Batatas secas – cavernas no vale de Chilca Canyon, Peru

 Escritos arqueológicos – Maias -América Central

 Dicotiledônea – Convolvulaceae ± 50 gêneros e mais de 1000 espécies

 Ipomoea batatas – expressão econômica

 Ipomoea aquatica – também é cultivada como alimento, principalmente na Malásia e na China, sendo as folhas e brotos consumidos como hortaliça. I. aquatica

Os Benefícios da Batata Doce

Botânica

 Caule herbáceo; prostrado, com ramificações de tamanho, cor e pilosidade variáveis

 Folhas largas, com formato, cor e recortes variáveis; pecíolo longo  Flores hermafroditas

 Fecundação cruzada – Food Truck SP

 AUTOINCOMPATIBILIDADE

 Frutos: cápsula deiscente; 2-4 sementes (6mm)

 Da fertilização da flor à deiscência do fruto-6 semanas (Edmond &Ammerman, 1971)

como plantar batata doce

Anatomia

 As raízes tuberosas – 5 ou 6 feixes de vasos (hexárquicas)

 As raízes absorventes apresentam cinco feixes (pentárquicas).

 Pele fina (poucas camadas de células; uma camada de aproximadamente 2 mm denominada de casca e a parte central denominada de polpa ou carne).

 A pele se destaca facilmente da casca, mas a divisão entre a casca e a polpa nem sempre é nítida e facilmente separável, dependendo da variedade, do estádio vegetativo da planta e do tempo de armazenamento.

 Formatos redondo, oblongo, fusiforme ou alongado. Podem conter veias e dobras e possuir pele lisa ou rugosa. Vermelho= cels do xilema (transportam água) Azul = cels do câmbio Rosa= grãos de amido no parênquima (energia) Marrom= camada mais externa Crédito: DR KEITH WHEELER

Genética

 13 espécies de Ipomoea

 11 – 30 cromossomos (n=15);

 01- 60 cromossomos

 I. batatas- 90 cromossomos (King e Bamford 1937)

 Hexaplóide e autoincompatível

 As sementes botânicas

 Fonte para combinações genéticas

 Utilizadas nos programas de melhoramento (Folquer, 1978).

Diversidade genética

 + 8.000 acessos em BG (Zhang et al., 2000)

 5526 são mantidos in vitro no BG do CIP no Peru ) oriundos de 57 países (Huaman and Zhang, 1997; Huaman et al., 1999; Zhang et al., 2000).

 2589 acessos oriundos da América Latina

 Papua New Guinea estima-se 5000 cultivares (Takagi, 1988).

Efficient embryogenic suspension culturing and rapid transformation of a range of elite genotypes of sweetpotato (Ipomoea batatas [L.] Lam.) Yang et al., 2011 Traits: YLD= Storage root yield, t ha-1; DM = dry matter content of storage roots, %; PRO= protein content of storage roots, % DM; STA= starch content of storage roots, % DM; SUC= sucrose content of storage roots, % DM; BC= β-carotene content of storage roots, ppm DM; Fe= iron content of storage roots, ppm DM; Zn = zinc content of storage roots, ppm DM; Ca = calcium content of storage roots, ppm DM; Mg = magnesium content of storage roots, ppm DM.

plantação de batata doce

Introdução

 Cultivo em pequena escala

 Cultura marginal – ganho extra

 Pouco uso de tecnologia e sem orientação profissional

 Cultivo empírico

 Baixos índices de produtividade

 Baixa qualidade dos produtos

Composição e uso

 Alimento energético (Quadro 5)

 Ao ser colhida, apresenta cerca de 30% de MS

 85% de carboidratos

 Maior teor de matéria seca, carboidratos, lipídios, cálcio e fibras que a batata

 Mais carboidratos e lipídios que o Inhame

 Mais proteína que a mandioca.

 Durante o armazenamento, parte do amido se converte em açucares solúveis, atingindo de 13,4 a 29,2% de amido e de 4,8 a 7,8 % de açucares totais redutores (Miranda et al, 1995).

 Vitaminas A e B

Produção X Produtividade

 Evolução no sistema de produção

 6° lugar entre as hortaliças mais plantadas no Brasil

 500.000 t/ano  48.000 hectares

Panorama mundial

 Cultivada em 111 países

 Ásia – 90% da produção

 China > produtor= 100 milhões de t

 África – 5%

 2% – países industrializados como os EUA e Japão. (Woolfe, 1992; FAO, 2001)

 A batata-doce é cultivada – desde latitude de 42 ºN até 35 ºS, desde o nível do mar até 3000 m de altitude.

 Climas diversos:

 Cordilheiras dos Andes; em regiões de clima tropical, como o da Amazônia; temperado, como no do Rio Grande do Sul e até desértico, como o da costa do Pacífico.

Uganda

 Milhões de hectares de terras foram arrendadas em alguns dos países mais pobres da África para cultivar frutas e legumes para os países ricos.

Rusticidade

 Adapta-se melhor em áreas tropicais = > proporção de populações pobres

 Cultura rústica

 Grande resistência a pragas

 Pouca resposta à aplicação de fertilizantes

 Cresce em solos pobres e degradados.

 Comparada ao arroz, banana, milho e sorgo, é mais eficiente em quantidade de energia líquida produzida /área/tempo.

 Produz grande volume de raízes/ciclo curto/custo baixo, durante o ano inteiro.

 7° lugar – volume de produção mundial

 15° lugar – valor da produção ( baixo custo de produção)

Produtividade brasileira

 14 t/ha

 R$3400/ha ou US$1300 (tecnologia)= 22 t/ha (1.100 caixas/ha)

 R$9,50/cx= retorno do triplo do capital investido / 4 a 5 meses

 Tecnologia

 Qualidade do produto

 Aumenta aceitação

 Aumenta o poder de barganha no momento da comercialização

 Brasil – cultiva-se em todas as regiões

 Sul e Nordeste

 Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco e Paraíba

 Nordeste

 Importância social (alimento energético, vitaminas e proteína)

 População mais carente e melhor clima

 Produtividade é mais baixa

Região Área plantada (ha)

Produtividade (t/ha)

Norte 41.999 11,9

Nordeste 19.527 9,3

Sudeste 5.454 16,4 Sul 16.362 13,3

Centro-Oeste 163 16,9

Estados

Área plantada (ha)

Produtividade (t/ha) AM 399 21,67 ES 175 21,09 SC 1658 17,87 IBGE,2010

Cultura

 Resistência à seca

 Fácil cultivo – rudimentar

 Sem fertilizantes, agrotóxicos ou irrigação.

 Baixo custo de produção – demanda menos fertilizantes, irrigação e mão-de-obra.

 Permite colheita prolongada – não há momento específico de colheita

 Ciclo perene

 Colheita pode ser parcelada, antecipada, ou retardada,

Desvantagens

 É de “difícil” preparo

 Descascada, picada e cozida

 Tem aparência “ruim”

 Tortuosidade das raízes

 Torrões, pedras e fendas do solo.

 Orifícios e galerias

 Larvas de insetos

 Nematóides

 Tiririca

 Altos teores de produtos fenólicos

 Aumentam a resistência a pragas

 Escurecimento da polpa quando exposta ao ar

Desvantagens

 Forma manchas – produz látex que se fixa facilmente na pele e em tecidos – de difícil remoção.

 Formação de gases – possui um inibidor da digestão que reduz a ação de enzimas digestivas como a tripsina e quimiotripsina (Ryan, 1981).

O prolongamento do tempo de digestão favorece a fermentação dos alimentos no trato intestinal.

 É pouco valorizada –

 Exportação rara

 Consumida por famílias de baixa renda – meio rural.

 Raramente é citada como ingrediente em livros de receitas.

Vantagens

 Baixo IG – Índice glicêmico

 Libera a glicose de forma gradual

 Alimento dos atletas

 Louisiana Agricultural Experiment Station, em 1981 – Variedade Beauregard

 Embrapa – Programa Biofort

 = padrão proteico de suplementos vendidos até pouco tempo no exterior para controle da glicose no sangue de portadores do distúrbio

 Rica em Betacaroteno

 25 a 50g suprem a necessidade diária de provitamina A

Usos

 Cozida

 Frita -rodelas /palitos

 Substituta do trigo – pães e bolos

 Amido ou farinha

 Indústria de alimentos – fabricação de doce em pasta ou cristalizado

 polpa de batata-doce, açúcar e geleificante.

 Alimentação animal

 Produção de álcool

 

Raízes

 Reserva ou tuberosa – constitui a principal parte de interesse comercial.

Formam-se desde o início do desenvolvimento da planta, sendo facilmente identificadas pela maior espessura, pela pouca presença de raízes secundárias e por se originarem dos nós.

 Absorvente, responsável pela absorção de água e extração de nutrientes do solo. As raízes absorventes se formam a partir do meristema cambial, tanto nos nós, quanto nos entrenós.

São abundantes e altamente ramificadas, o que favorece a absorção de nutrientes

 Pele/Casca/Polpa – roxo, salmão, amarelo, creme ou branco

 Roxo – antocianina

 Laranja – betacaroteno

 QUEBRA DA DOMINÂNCIA APICAL

 As raízes tuberosas – desenvolvem gemas vegetativas que se formam a partir do tecido meristemático localizado na região vascular, quando a raiz é destacada da planta ou quando a parte aérea é removida ou dessecada.

 As primeiras gemas e o maior número delas surgem nas extremidades .

Caule

 O caule (rama), pode ser segmentado e utilizado como ramasemente

 As ramas-semente emitem raízes em tempo curto – 3 a 5 dias

 Dependem da temperatura e da idade do tecido .

 Mais rápido

 Temp. elevada

 Ramas novas

 Paredes menos lignificadas

 Maior n° de células meristemáticas

 Menor tempo para ocorrer o processo de totipotência

Propagação

 a) Batatas – em promover a brotação de batatas selecionadas, utilizando-se posteriormente estas brotações inteiras, denominadas de mudas, ou segmentadas, denominadas de ramassemente

 Inverno muito rigoroso (túnel)

 Batatas de boa qualidade

 80 cm em leiras

 10 cm em canteiros

 Cobertas por 3 cm de solo

 Baixa umidade (não apodrecimento das batatas)

 20 ramas de 30cm/raiz

 1 ha = 300 kg de batatas com massa média de 200 g.

Cont. Propagação

 b) Ramas-semente ou estacas de uma cultura em desenvolvimento

 Plantas matrizes – devem ficar em viveiros protegidos

 Ideal = 60 cm do ponteiro

 6-8 entrenós (cerca de 30 cm)

 Matrizes devem ter 2 a 3 meses

 Ramas – selecionadas e tratadas com defensivos

 Partes mais novas (menos patógenos e mais vigor)

 Termoterapia

 Cultura de tecido meristemático

Cont. Propagação

 c) cultivando-se uma área como viveiro de mudas

 Para obter um ha com 30.000 plantas são necessárias 6.000 plantas em viveiro de 2° ciclo

 2.000 m2 (2° ciclo); 400 m2 (1° ciclo);

 Recontaminação – 3 ciclos

 Isolados dos campos de produção

 Pesquisas

 Enraizamento de folhas (Martin, 1982);

 Micropropagação in vitro (Love et al , 1987; Peters et al, 1989);

 Cultura de protoplasma seguida do encapsulamento dos embriões para se obter sementes sintéticas (Torres et al, 1999).

 Remoção das folhas das ramas-semente

 Se destacam da rama em alguns dias após o plantio e, como o enraizamento ocorre em três a cinco dias, não se justifica a execução de tal trabalho, embora as folhas se constituam superfície transpirante que favorece a desidratação das ramas.

Embrapa (2003)

The triple S system

 Storage in Sand and Sprouting

 Fornece mudas para plantio em áreas com períodos longos de seca

Clima e solo

 Temperatura média > a 24 ºc

 < 10 ºC, o crescimento da planta é severamente retardado

 Não suporta geada

 Pluviosidade anual média de 750 a 1000 mm (500 mm durante a fase de crescimento)

 1ª semana após o plantio = a fase crítica de disponibilidade de umidade no solo

 preferencialmente arenoso, bem drenado, sem presença de alumínio tóxico, com pH ligeiramente ácido e com alta fertilidade natural.

 pH entre 4,5 e 5,5 = menor ocorrência de sarna (Streptomyces spp.).

 Atenção!!! Solos muito ácidos, geralmente têm níveis elevados de alumínio solúvel = calcário dolomítico.

Cont. solo

 Boa drenagem

 Evitar lençol freático pouco profundo ou sujeitos a longos períodos de encharcamento

 Formam raízes longas, denominadas de “chicote”.

 Topografia

 Pouco declive= mecanizadas

 Relativamente acidentadas = leiras em nível

 Preparo do solo

 Leiras ou camalhões com 30 cm de altura, distanciadas de 80 cm

 Sulcador com dois bicos

 Arar e gradear antes

 Fertilizantes devem ser distribuídos nas linhas correspondente às leiras, antes da sua construção, de forma que os fertilizantes fiquem localizados na base das mesmas (Embrapa, 2003).

Nutrição

 Sistema radicular muito ramificado = eficiente na absorção de nutrientes (P)

 raros os resultados positivos de adubação fosfatada (Breda Filho et al, 1966; Camargo et al., 1962; Camargo, 1951).

 Rotação com outras hortaliças NÃO aduba.

 Para uma produção de 30t/ha de raízes, extrai cerca de 129Kg/ha de N; 50kg/ha de P2O5 e 257Kg/ha de K2O (Miranda et al., 1987).

 Alta disponibilidade de N= intenso crescimento da parte aérea, em detrimento da formação de raízes de reserva.

 Deficiência de N= redução da fotossíntese, amarelecimento e queda das folhas basais.

 Adubação nitrogenada até os 45 dias (entrelaçamento das ramas).

K, Ca e Mg

 Metade da dose no plantio e o restante aos 45 dias.

 Os nutrientes cálcio e magnésio são geralmente supridos através da calagem com calcário dolomítico.

 Solos com baixa fertilidade (cerrado) aplicar 10 a 20kg/ha de bórax.

 Matéria orgânica

 Promove o arejamento facilitando o crescimento lateral das raízes

 Ciclo relativamente longo, ocorre a liberação mais lenta dos minerais durante a decomposição da matéria orgânica mantendo um equilíbrio entre a formação de partes vegetativas e a acumulação de reservas.

 20 a 30t/ha de esterco de gado

Cultivares

 Variam – a cor da casca e polpa e formato

 Preferência popular variável/região

 Variedades locais – permuta entre produtores.

 Porteirinha – MG, a cultivar local, denominada de Paulistinha, atingiu 54,50 t/ha, para a colheita realizada aos 200 dias (Resende, 2000).

 Distrito Federal e contorno, a variedade Brazlândia roxa é a mais cultivada , produtividade média de 25t/ha (Miranda, 1989)

 Adaptabilidade da cultivar às condições climáticas da região

 Resistência a pragas e doenças ‘Beauregard’

Características de desenvolvimento da planta

 Tamanho das folhas – estreitas e recortadas

 Comprimento das ramas – longas > competição e dificultando os tratos culturais

 Posição das batatas – Próximas ou distantes da planta.

 Espessura da rama – Finas – menos suscetíveis ao ataque da broca-da-rama (Megastes pusialis) – o Ø da rama é insuficiente para a lagarta formar os casulos.

 Cor da casca= da pele (não nota-se esfolamento).

 Lavadores mecanizados comumente utilizados para cenoura e batata.

 Ausência de defeitos – > valor comercial são as raízes lisas, retas, de formato alongado, ± 20 cm de comprimento e peso de ± 300g.

Plantio

 Estaquia

 Manual

 Bengala

 Distribuição das ramas ao longo da leira

 Enterrar no mínimo 1/3 da rama

Preparo das leiras

Cont. plantio

 Falta de água – plantar lateralmente e na base das leiras

 Plantio mecanizado

 

Tratos culturais

 Capina

 Manualmente, uma vez que não existem herbicidas registrados para essa cultura.

 Alta infestação de plantas daninhas

 Preparo do solo duas ou três semanas antes do plantio

 Emergência das plantas

 Eliminação com herbicidas não residuais de ação de contato ou sistêmico, que deve ser aplicado na véspera do plantio.

 Competição até 45 dias após plantio

 Clima

 Cultivar

 Preservar a leira na capina Tratos culturais

 Amontoa

 Reforma das leiras

 Escarifica o solo, tornando-o mais solto

 Veda as rachaduras do solo (raízes)

 Insetos-praga fazem a postura diretamente nas raízes, favorecendo a sua danificação.

 Uma única vez, alguns dias após a última capina

 Manual ou mecânica (sulcador)

 Antes do entrelaçamento das ramas

 Replantio

 Recomendada quando mais de 10% das ramas não vingarem.

Consórcio

 Em pomares ou lavouras com plantas de porte alto, principalmente durante a fase de formação dessas plantas (Leal et al, 1996).

Irrigação

 Irrigação

 500 mm de lâmina de água/ciclo produtivo

 Primeira semana após o plantio

 Em termos práticos

 Duas vezes por semana, até os 20 dias

 Uma vez por semana, dos 20 aos 40 dias; e

 A cada duas semanas, após os 40 dias até a colheita (Miranda et al., 1995).

 A batata-doce possui um sistema radicular profundo (75 a 90cm) e ramificado

 Explora maior volume de solo e absorver água em camadas mais profundas do que a maioria das hortaliças.

Colheita

 Definido por tamanho e peso da batata (300g).

 Antecipada

 Menor produtividade

 Retardada

 Maior dano por insetos, por permitir maior número de ciclos das pragas, além de se formarem raízes grandes e frequentemente mais defeituosas.

 Manual e mecanizada

Lavagem

 Brasil

 SP = 90% da batata-doce é lavada

 Depende do solo

 Argiloso

 Arenoso

 Deve ser evitada, pois prejudica a conservação e aumenta as perdas devido ao ataque de patógenos.

 Correto

 Escovar as batatas para retirar a terra.

 Se lavar deve-se secá-las bem

 Se houver necessidade de armazenamento, as batatas não devem ser lavadas (Miranda et al., 1995).

 Manual ou mecanizada

Pós-colheita

 Cura

 Venda por atacado

 80 – 86 °C

 UR (85-95%)/ 4 – 7 dias

 Formando uma epiderme corticosa

 Perda de água

 Aumento no teor de açúcares

http://www.worldcrops.org/crops/Sweet-potato.cfm

Classificação e Embalagem

 Normas NÃO oficiais de padronização de tamanho:

 Extra A – 301 a 400g

 Lisas

 Sem defeitos

 Alongadas e uniformes

 Diâmetro entre 5 e 8cm

 Comprimento entre 12 e

 Extra B – 201 a 300g

 Especial – 151 a 200g

 Diversos – 80 a 150g ou maiores que 400g.

 A embalagem mais utilizada é a caixa tipo K, com capacidade para 24 a 26kg.

Comercialização

 Volume de venda nos supermercados e nos atacadistas é pequeno.

 Falta produção programada ou organizada – cooperativas ou associações.

 O maior volume de vendas ocorre em mercados de periferia, como as feiras e quitandas

 Ciclo vicioso de baixa qualidade do produto, baixo valor pago ao produtor, pouco investimento, baixo nível tecnológico.

Resistência a pragas e doenças

 Uma das hortaliças mais cultivadas em períodos quando não se utilizavam agrotóxicos;

 Presença de fitoalexinas, extraída pela primeira vez nesta planta, funcionavam como antibióticos naturais.

Müller e Börger – 1940, citado porWoolfe (1992)

 Quando as raízes são danificadas por fungos patogênicos, tais como Ceratocystis fimbriata (Clark & Moyer, 1988) ou Fusarium solani (Wilson, 1973) ou então invadidas por brocas como Euscepes postfasciatus (Uritani et al. 1975), a planta reage ao ataque, produzindo uma variedade de sesquiterpenos que tornam o tecido vegetal amargo e com odor forte (Schneider et al., 1984).

Controle da soqueira

 Ramas

 Pequenas batatas

 Pedaços de raiz podem originar novas plantas, constituindo a soqueira

 hospedam pragas e patógenos

 Controle manual difícil

 Herbicida Rotação de culturas

 Plantios sucessivos

 Aumentam a ocorrência de pragas e doenças

 Redução da produtividade.

 Intercalar com milho

 Deve ser evitado o plantio da batata-doce em seguida a uma leguminosa

 excesso de N provoca grande desenvolvimento vegetativo e pouca produção de batatas.

Distúrbios

 Produção intensiva, ocorre maior oportunidade de ataque de pragas e doenças

 Reconhecimento precoce

 Maioria das pragas e doenças importantes causa danos às raízes, depreciando o produto

 Controle difícil

 Produto químico no solo tem implicações sérias, dos pontos de vista toxicológico, ambiental e econômico

Cont. distúrbios

 O sistema de propagação vegetativo favorece a disseminação de pragas e doenças

 Crescem em contato com o solo ou próximo dele

 Os cortes e ferimentos facilitam a penetração de microorganismos;

 O teor de umidade dos tecidos é alto

 Formados durante o crescimento vegetativo da plantamãe

 Não são protegidos por estruturas das flores e dos frutos

 Não possuem mecanismos de “filtragem” de vírus (sementes verdadeiras).

 Produz compostos fenólicos, fenoloxidase, látex e fitoalexinas que evitam a proliferação ou colonização dos patógenos

 Danos maiores na fases de formação de mudas (viveiro) e de pós-colheita, quando são baixas as concentrações dessas substâncias de ação imunológica

Mal-do-pé (Plenodomus destruens)

 Manchas, podridões e morte

 Necrose úmida, que anela o caule e interrompe a absorção de água e nutrientes. 5 a 10 cm acima do colo (não sistêmica).

 Na fase inicial, as plantas murcham e amarelecem. Plantas sobrevivem através das raízes adventícias

 Nas necroses mais velhas ou sob a pele das raízes atacadas – pontuações negras brilhantes que são frutificações do fungo.

 Fontes de inóculo

 Ramas contaminadas – infecções no coleto da planta – grande quantidade de esporos – respingos

 Incorporação dos restos da cultura

Controle

 MIP

 Desinfecção de ramas com fungicida à base de Thiabendazole (Tecto ou similar) com imersão durante 5 min em uma solução contendo 0,5% do princípio ativo, (Lopes & Silva, 1991)

 Ramas-sementes retiradas das partes mais novas das plantas resultam em menor incidência de doença (Lopes & Silva, 1993).

 Dentre as cultivares mais conhecidas, a cultivar Princesa é a que possui maior nível de resistência ao ataque do fungo (Lopes & Miranda, 1989).

Nanismo – SPFMV

 É causada por uma das várias raças do vírus “Sweet potato feathery mottle virus” que é mundialmente disseminado.

 Brasil – raça causadora do Nanismo (Di feo, 1989).

 Redução de toda a parte aérea da planta; folhas cloróticas e pequenas, ramas finas e entre-nós curtos.

  Cultura livre de vírus a produtividade pode dobrar

 MIP

 Isolamento de áreas superior a 90 m Nematóides

 Meloidogyne e Rotylenchulus são relatados como causadores de danos econômicos (Costilla, s.d).

 Brasil – M. incognita e M. javanica

 Ferimentos e rachaduras na batata

 Ferimentos minúsculos crescem de acordo com o crescimento da raíz tuberosa.

 Praticamente não reduz o crescimento – raízes adventícias

 As mini galhas são recobertas por tecidos da raiz e formado câmaras – racham dificultando a identificação Controle

 Conhecer o histórico das áreas, evitando aquelas que tenham sido cultivadas com plantas suscetíveis como quiabo, feijão, tomate, alface e batata;

 Utilizar cultivares resistentes;

 Material sadio;

 Nematicidas nas áreas de viveiros;

 Fazer rotação de cultura com arroz, milho, cana ou outras gramíneas;

 Fazer cultivo de crotalária ou outras plantas antagônicas;

 Eliminar soqueiras. Desordens não infecciosas

 Fermentação – solo encharcado – formam etanol e acúmulo de CO2

 Alta umidade

 Entumecimento de lenticelas – diminui o crescimento e forma-se tecidos entumecidos (bolhas)

 Raiz-chicote

 Rachaduras

 Nematóides

 Bactéria Streptomyces sp.

 Variações de temperatura

 Flutuações de umidade no solo

 Excesso de adubação nitrogenada

 Escaldadura – exposição à radiação solar por mais de 30 min.

 Coração duro – a raiz permanece dura após o cozimento. Ocorre quando as raízes são armazenadas à temperaturas baixas (1,5 ºC por um dia ou 10 ºC por 3 dias).

Cont. desordens

 Decomposição interna – o tecido da raiz se torna esponjoso ou ocado.

Solo (5 a 10 ºC) ou armazenamento por longo tempo em condições de baixa UR

 Mutações somáticas – são deformações, variegações e fasciação (ramas geminadas)

 Brotação prematura da raiz

 Excesso de N e/ou MO

 Excesso de irrigação

 Dano severo na rama principal

 Mal-do-pé

 Broca-da-rama Pragas

 Broca-da-raiz (Euscepes postfasciatus, Coleoptera, Curculionidae) – não voa!!!

 Broca-das-hastes (Megastes pusialis, Lepidoptera, Pyralidae) – danos severos

 Resistência da planta

 Antibiose

 Práticas culturais que favorecem o manejo de pragas

 Utilização de material de propagação isento de pragas

 Tratamento de ramas

 Escolha da área

 Isolamento da cultura

 Preparo do solo

 Adubação, correção da acidez, irrigação e capinas

 Métodos biológicos

 Plantas sadias

 Cultivo de meristemas e indexadas para viroses

 A manutenção de sistemas individuais de produção de ramas sadias

 Restabelecimento das leiras

 Antecipação da colheita

 Destruição de soqueira

 Rotação de culturas

 Utilização de agrotóxicos

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